domingo, 20 de janeiro de 2008

Céu e Inferno

Não te amo como se fosse mel
que açucarou com o tempo.
Amo-te como se fosse o néctar
que a flor produziu para meu deleite.

Tu me proteges como a copa
de um Ipê florido e frondoso.
Amo-te porque me cobres
permitindo-me sentir a terra, o sol e o vento.

Não te amo como o rio
que apressado juntou-se ao mar.
Amo-te como um regaço manso
que a terra vai alimentar.

Amo-te sem saber como.
Amo-te sem ter o porquê.
Só sei que te amo como amo
assim sem pudor, sem receio,
porque és meu suor, minha dor,
minha alegria, meu calor,
minha calma e meu tormento.

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