quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Melodia Intemporal


Dedilho as cordas do violão.
Elas me darão o tom perfeito
ao grito engasgado dos meus desejos.

Acordes sonoros
brincam de duetos
nos sustenidos dos meus anseios.

Si, lá, sol, fá.
Nos avessos da pauta
cantarolo as notas musicais e seus reversos.

Dó, ré, mi.
Entôo minha emoção e expando
meu canto de amor em puros versos.

E a música, livre, rasga o silêncio.
Minha voz, firme e rouca,
decanta o amor no seu universo.

Abaixo o tom, encontro o ritmo.
As claves fundem-se ao infinito.
E a música perdura além do momento.