domingo, 20 de janeiro de 2008

Alcova




É muito simples
Basta que feche os olhos
Assim, como eu faço

E sentirá escorrendo
pela tua pele
a urgência do ter

Afagos, toques, línguas
Imagine apenas.
O instante é de saber

Ouça ruídos ao longe
águas borbulhando
entre os mistérios

Crie momentos etéreos
Volúpias brotando dos poros
Sal, açúcar, querer

E lambuze a tua alma
na pele que te enlouquece
lisa, macia, ardente.

Em seguida abra os olhos
Alcova, amantes amados
Não é sonho, é querer...

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