quinta-feira, 6 de março de 2008

Silogismo

Se eu pudesse levar-te-ia
numa viagem sem itinerário
por terras longínquas e naturais
para amar-te além dos umbrais.

Ah, se eu pudesse ter-te
sempre sem horário
em quebras de silêncio
em afagos demorados.

Quisera eu ter-te fremente
entre urgências
(passional e esfomeado)
Ah, quisera eu saciar-te.

Fica atento que a noite surge.
Ouve o mar que de longe ruge.

Pudesse eu dar-te-ia as ondas
que de mim emergem
para juntar ao teu oceano
que bem sei, profundo.

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