terça-feira, 18 de março de 2008

Lava Incandescente

Se todo poema é tradução
do amor, do riso, da oração
o não poetar é quase um confronto
entre a loucura e a razão.

Se todo amor é traduzido
em gestos, olhares, sorrisos
não amar é um conflito
entre o inferno e o paraíso.

Se todo gesto é carinho
em uma razão quase ausente
amar é a loucura mais doce
que desgoverna a alma da gente.

Extraio da vida o seu sumo.
Sigo em frente, busco o rumo.
Amo, rio, choro, enlouqueço.
Aquieto. Descanso. Recomeço.

Insisto
Persisto
Cambaleio.
Finjo-me de verde
Viro mata
densa, misteriosa, consistente.
Mas na verdade
sou um vulcão em erupção
sou uma lava incandescente.

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